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Blogs & Artigos por Romeo

 

20/05/2017
OS BORDÉIS NA VIDA E NAS ARTES - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


               Já não existe bordéis como antigamente? Os saudosos afirmam que não.

                Eram luxuosos, acolhedores, dirigidos por madames afáveis e maternais; muitas delas devoradoras da fortna dos frequentadores. 

                 Os bordéis eram uma expécie de prolongamento do lar, onde gravitavam pais de famílias, boêmios, poetas, artistas, escritores,políticos e tantos outros. 

                 O bordel tradicional, com mulheres sentadas na sala à espera do cliente vigiadas pelo olho clínico da cafetina, é coisa rara. A liberação da mulher impôs o declínio destes templos do sexo. Em seu lugar surgiram os motéis, as casas de massagem e alguns hotéis de alta rotatividade. 

                 Na Paris do século XVIII e XIX, tornaram-se famosas as "Sacerdatisas de vênus". Algumas, graças ao seu ofício como a polêmica La Paris, cuja casa era frequentada por Voltaire, entraram para a história. Outras, lembradas ainda hoje, foram La Montigny, La Gaudan, também chamada de La Petitt Contese (Condessinha) que deixara para a história uma correspondência sobre importantes e famosos da velha Paris. Também  eram famosas a La Catiche e La Depont. 

                 No Brasil, guardadas as devidas proporções, também tivemos as nossas "Sacerdatizas de Vênus" que faziam parte do harém voluptuoso da Pensão Richard, célebre bordel localizado na Rua Senador Dantas, que tinha categoria de nobreza devido à alta tarifa que cobrava. Também conhecidas  e confortáveis eram as casas da Tina Tati na Rua Augusto Severo, a de Jane na Rua Silveira Martins e a Ermelinda  da Rua Carlos de Carvalho. Na Rua Mena Barreto existia a casa da famosa Madame France cujo elenco de lindas mulheres contava com a belíssima Pierrôt cujo misterioso desaparecimento nunca fora desvendado. Outras casas, também de grande frequência, eram A Janinne da Rua Cândido Mendes, a Dulce da esquina da Silva Jardim com a Rua da Lapa e a inesquecível casa da simpática Ellisa na Ladeira da Glória número 5 que mais tarde transferiu-se para a Rua Bento Lisboa. 

                  As casas da Rua Alice são mais recentes e, até bem pouco tempo ainda teimavam em funcionar nos moldes dos anos dourados dos bordéis. Acho que a violência,  que se abateu em Santa Teresa, acabou expulsando-as definitivamente. Quando cheguei ao Rio, em 1972, elas ainda funcionavam com certo glamour e boa frequência. Lá se podia dançar, beber e  assistir shows ao vivo em companhia de belíssimas mulheres. 

                  Muitas Madames e Cortesãs fizeram fortunas que ainda hoje sãos desfrutadas por seus herdeiros. 

                  No dicionário Erótico de Pierre Guiraud, de Paris, há 70 verbetes para designar o têrmo bordel e 398 para prostituta. No dicionário brasileiro, formal e informal, a variedade também é grande: bordel, prostíbulo, convertilho, serralho, pensão, ren-dez-vous, puteiro, casa de quenga, currutela, além de muitos outros.

                  Por mais estranho que possa parecer, os bordéis eram lugares considerados de muito respeito. Frequentados por importantes chefes de fampilia que faziam do seu local preferido uma espécie de prolongamento do lar burguês. Alí estes senhores iam encontrar-se com as respeitosas sartrenas, sem infringir a lei e a moral dos bons costumes da conservadora época. 

                 Não é de se estranhar que os bordéis tenham servido de inspiração para escritores, poetas e artistas que os frequentavam. 

                 Algns pintores, desenhistas e caricaturistas reproduziram muitas cenas da vida do bordel. Os mais conhecidos são, sem dúvida, Tououse Lautrec e Degas. Também temos Constantin Guys, chamado por Baudlaire de "o pintor da vida moderna". Picasso usou o tema numa de suas obras mais famosas, as "Demoiselles d'Avignon", que já foi reproduzida milhares de vezes. Um dos mais fascinados pelo assunto foi o pintor Pascin e Picart Le Doux  que pintava também os pobres meritícios dos portos. 

                 Toulouse Lautrec e Degas pareciam divertir-se com a forma de viver de suas modelos, bem como a vida e atitude canália dos seus freguess. 

                 O tema seduziu também muitos escritores e poetas. Benjamim Constallat focalizou-o no seu romance "Depois da Meia Noite". Também o escritor acadêmico Origenes Lessa com "A Noite Sem Homem", cuja trama se passa à beira da estrada, local conhecido como o Quilô (quilômetro seis).  O romance "Dona Anja" de José Guimarães, onde o autor descreve uma famosa personagem que após vivência matrimonial, ao enviuvar transforma sua casa num prostíbulo frequentado pelo prefeito, vereadores, professores, delegados e muitas outras autoridades acima de qualquer suspeita. Os romances, cujo tema era muito escandaloso para a época, ruborizaram a face dos mais puritanos. 

                Atualmente, apesar de condenada pela religião e perseguida pelos govêrnos, a venda de sexo é uma atividade com enorme capacidade de sobrevivência. Alguns países tentam reprimir, mas a tendência é legalizar a prostituição, pois de fato somos escravos dos hormônios. Na Austrália, Alemanha, Nova Zelândia e em alguns outros lugares já foi legalizada. Nestes países bodéis tem de ter licença para funcionar como outro comércio qualquer. A idade mínima exigida é de 18 anos. Na Holanda só é permitida fora das áreas residenciais - uma espécie de Pompéia moderna.

                No Brasil, como sempre, impera a hipocrisia. No Rio de Janeiro e  tamém outras cidades, muitos apartamentos são utilizados para encontros chamados de clandestinos. O princípio é sempre o mesmo: a dona do imóvel (cafetina) recruta as "meninas" e divulga seu trabalho em anúncios de jornais. As mais organizadas tem até book e agentes que procuram interessados. Hoje a internet deu outra dimensão a este trabalho e facilita a busca de novos clientes. Muitas possuem ótimos sites com fotos das candidatas em várias posições; alguns trazem até descrição das especialidades de cada "menina". 

                A falta de legalização dificulta o controle do Estado e isto trás insegurança e muito sofrimento, tanto para as profissionais do sexo como para jovens sonhadores e indefesas. Muitas garotas lindas migram do interior do Brasil para as grandes cidades em busca de um espaço no mercado de publicidade, desfiles, teatro, cinema e, pela falta de dinheiro para se manterem acabam vítimas das tais agenciadoras ou das casas de massagens. É umm problema social, cultural e de saúde que precisa de uma urgênte solução. 

Nicéas Romeo Zanchett 

VEJA TAMBÉM > http://amoresexo-arte.blogspot.com.br

 

 

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Nicéas Romeo Zanchett Artmajeur Os bordíes na vida e nas artes

 

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01/05/2017
A ARTE E A MORTE - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


              Em toda a história da humanidade a arte sempre foi utilizada para registrar a morte. 

                 Nas imagens do inferno a arte é utilizada para mostrar o terror, capaz de aprisionar o coração e a mente do povo. 

                 A dois mil e quinhentos anos o povo Etrusco - Itália - utilizava a arte para transmitir mensagens reconfortantes de uma vida eterna. A morte era a prazerosa esperança de uma nova vida. Os túmulos encontrados nas escavações mostram imagens reconfortantes de uma vida eterna. Mostram também,contraditoriamente, imagens de demônios com personagens estranhas apoderando-se dos corpos, provavelmente de malfeitores. 

                No egito antigo, os túmulos dos Faraós são um exemplo muito conhecido do uso da arte na vida e na morte. 

               O que é importante observar é que a arte sempre foi utilizada para dominar a mente. Os nazistas usavam um crânio e dois ossos cruzados; os Astecas construíam pirâmides mostrando várias camadas sociais com esculturas de crânios que registravam a história de sacrifícios humanos. 

               Jesus Cristo pregado na cruz é o símbolo mais poderoso e mais intenso que mostra o horror da morte e ao mesmo tempo a esperança na salvação e vida eterna. Duas formas opostas: dor, sofrimento e a confortante subida aos céus. As obras de El Greco e Botticelli estão repletas de imagens que mostram estas contradições de maneira genial. 

               A igreja cristã sempre soube utilizar a arte para dominar a mente humana. Outras igrejas que a imitam ou a seguem também utilizam a arte para pregar suas crenças. 

Nicéas Romeo Zanchett  >> http://romeozanchett-desenhos.blogspot.com.br

 

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03/04/2017
A ARTE DOS TEMPLOS INDUS - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


               Ainda que hoje em dia estejamos vivendo uma época de liberdade sexual, também é verdade que antigamente os povos do Oriente já defendiam essa liberdade de maneira irrestrita. Inúmeros templos do prazer foram descobertos nestas últimas décadas (principalmente na Índia), fornecendo subsídios aos pesquisadores para o entendimento das origens do que hoje se poderia chamar de sexo sem barreiras.

               A observação das imagens e inscrições desses templos leva-nos a concluir que os homens e as mulheres de hoje se entederiam sexualmente muito melhor se estivessem fisicamente preparados para isso, corporalmente livres e criativamente acesos.  

               Se os homens precisam de sua potência sexual para satisfazer as mulheres, elas precisam do corpo belo para seduzir os homens. 

                As esculturas indianas mostram que, já naquele tempo, o sexo era praticado em diversas posições: por cima, por baixo, pelo lado, pela frente, por trás, de cabeça para cima ou para baixo, em pé, sentado, inclinado, devagar, sodomizando, masoquizando e até barbarizando sua parceira. Resumo: Os homens de antigamente também eram machistas iguaizinhos aos de hoje. 

               Nos templos indùs que foram preservados, podemos ver tudo isso e muito mais. É parte de uma história milenar cujo entendimento estamos apenas em fase inicial. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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03/04/2017
A ARTE DO EROTISMO - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


               Há milênios que eros e sua rica simbologia vem atraindo, cada vez mais, a atenção de artistas e cientistas. Quais são os fundamentos desse interesse eterno e crescente?

               Eros representa um dos principais subsídios da imaginação clássica, cujos mitos e alegorias enriqueceram, de modo até hoje não superado, as letras e as artes.

               Na história das artes, Eros (amor ou cupido entre os romanos) é o leitmotiv de uma imensa e requintada iconologia, estampada na cerâmica, na gravura, no afresco ou na pintura.  Sem falar na escultura que traduziu em formas harmoniosas e delicadas, sempre vizinho da mais explícita sensualidade. Não é sem razão que Eros é filho de Afrodite, que por sua vez nasceu das ondas do mar, fecundadas pelos esperma de Ouranes. 

               O trabalho de Eros é a busca da unidade social, da integração humana. Em contrapartida, Eros é o responsável pela criação de um tabu, talvez o mais incoerente de todos. 

               Sexualidade, instinto e conservação formam o triângulo da nossa existência propriamente dita. O tabu vai significar uma proibição convencional, de maior ou menor repressão, conforme os costumes ou a moral dos tempos e do local.  Age particularmente contra a sexualidade, a única das funções do organismo animado, segundo Freud, que assegura o enlace do indivíduo com a espécie. 

               Diante disso tudo ficamos imaginando o que representa a arte erótica? 

               Para os sábios representa idéias; 

               Para os ignorantes representa pornografia barata, papel, tela, pedra, madeira, concreto, etc. ;

               Para os orientais representa as forças vitais dfa criação;

               Na verdade as cenas de atos eróticos amorosos representam muito mais do que está visível para o olho profano. O oriente, cuja cultura é milenar, desconhece o nosso conceito do pecado original, e a união sexual é, deste tempos imemoráveis, símbolo das forças vitas da natureza. O prazer do gozo é a ação divina da criação, já expressa no "Rig Veda", de 1500 anos atrás. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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01/04/2017
AMOR E ÓDIO - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


             Como Nelson Mandela, precisamos aprender perdoar sempre; como São Francisco de Assis, que tanto amava, protegia e se compadecia dos animais, precisamos de mais compaixão. 

             Todas as paixões podem ser excitadas em nós sem que, de maneira alguma, percebamos se o objeto que as origina é bom ou mau. Temos amor pelas coisas que se nos apresentam como boas e convenientes para nós. Todavia, aquelas coisas que se nos afiguram prejudiciais aos nossos interesses, nos levam a considerá-las como más e nos excitam o ódio. 

             Os remorsos são frutos de nossas ações impensadas. Tal como precedentes paixões, não dizem respeito ao futuro, mas sim ao presente e ao passado.

             A glória nasce da opinião favorável que os outros possam fazer do bem que em nós existe, tal como a vergonha é a censura que possam fazer-nos pelo mal que tivermos praticado. 

             O mal feito por alguém para alguém que não sejamos nós apenas excita nossa indignação, enquanto que aquele que nos é feito, além da indignação, desperta em nós a cólera e o ódio. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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Abaixo - Escultura em relevo de Nicéas Romeo Zanchett

 

images.jpg AMOR E ÓDIO - Por Nicéas Romeo Zanchett

Nicéas Romeo Zanchett Rio de Janeiro - Brasil Copacabana Artmajeur Amor e ódio

 

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01/04/2017
PIETRO ARETINO - O POETA PORNÓGRAFO DA RENASCENÇA - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


                Aretino, poeta italiano e pornógrafo da Renascença, nasceu em Arezzo no ano de 1492; morreu em Veneza em 1556. Quando jovem, Pitro Aretino foi um conhecido vagabundo, cantor de rua e ajudante de carrasco. Com vinte e quatro anos tornou-se criado de Agostinho Chigi, banqueiro dos papas renascentitas. A pena afiada de Aretino era uma arma perigosa quando se tratava de defender interesses políticos ou financeiros de seus amos. 

                Nenhum segredo de alcova lhe era desconhecido. Pagavam-lhe pelo que escrevia e também pelo que deixava de escrever. Mesma forma de agir de certos jornalistas do nossos dias. 

                Aretino publicou sonetos sob o título "As diferentes espécies de volúpias" nos quais descreve 36 posições do ato sexual. 

                Giulio Romano, aluno preferido de Rafael, ilustrou-as com 16 desenhos maliciosos. Veja as ilustrações abaixo. 

                Os inúmeros inimigos de Aretino tudo fizeram para que ele caísse em desgraça. Em sua defesa ele escreveu: "Parece que devíamos pendurar no pescoço, como um medalhão, aquela coisa que anatureza nos deu para a manutenção da espécie". Ela me fez e eu sou bem feito. Ela gerou homens como Ticiano, Miguel Ângelo e também papas, imperadores e reis. Ela deu nascimento às minhas mais lindas crianças, as mais belas mulheres e os mais santos santificados. Por esta razão, devíamos dedicar-lhe festas e honras de adoração, em vez de envolvê-la em pano e seda..." 

               Mais tarde, Aretino estabeleceu-se em Veneza, onde, como fizera em Roma, escreveu, instigou e intrigou. Com o dinheiro ganho por seus pafletos e extorções comprou um palácio no Grande Canal. 

               Ticiano, seu maior amigo e de quem era agente comercial, retratou-o em diveras ocasiões.

Príncipes, a quem Aretino difamara, atentaram contra sua vida, tendo ele sido agredido e apunhalado por várias vezes. Entretanto, Aretino teve o fim que merecia: quando se divertia com amigos e terminava de contar uma anedota pornográfica, teve um ataque apoplético. Acidente vascular cerebral.

              Viver a vida que se tem é o mais importante. 

Nicéas Romeo Zanchett 

VEJA TAMBÉM > http://expressoespoeticasuniversais.blogspot.com.br

 

pietroaretinotitian.jpg PIETRO ARETINO - O POETA PORNÓGRAFO DA RENASCENÇA - Por Nicéas Romeo Zanchett

 

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01/04/2017
A ARTE E AS RELIGIÕES - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


              A arte sempre foi um poderoso instrumento a serviço das religiões. 

              A lenda bíblica de Adão e Eva, "pais da humanidade" é, conforme seu sentido primitivo, uma afirmação da importância e necessidade da união sexual. Ela é entendida da mesma maneira, pelo antigo e pelo atual judaísmo. Devido à influência da filosofia grega, o texto do Velho Testamento sofreu novas interpretações, convertendo-se aquele primeiro ato sexual do homem num "Pecado Original". Essa concepção não corresponde à Bíblia. De maneira geral pode-se afirmar que a hostilidade observada no cristianismo contra o sexo não provém da Bíblia e sim da filosofia helênica. A interpretação errônea dos textos sagrados originou certa afirmação de Santo Agostinho, na qual ele descreve a geração no paraíso como um ato sem prazer físico. Também não se encontra na Bíblia qualquer passagem que justifique o desprezo à mulher, mesmo se considerarmos a participação de Eva no "Pecado Original". Na realidade, o desprezo à mulher começa no Banquete de Platão, onde o fílósofo grego declara que a mulher é mais fraca e menos perfeita que o homem porque possui "menos alma". Uma grande burrice de Platão. 

            Ao longo dos séculos, todas as religiões utilizaram-se de alguma forma de arte visual para pregar e convencer seus fiéis sobre a veracidade de suas fábulas. Hoje, com o advento da internet, as religiões estão perdendo espaço; tornou-se mais fácil conhecer a verdade e finalmente libertar-se da lavagem cerebral aplicada pelos líderes das igrejas. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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01/04/2017
O HOMOSSEXUALISMO NAS ARTES - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


               A grande arte universal sempre mostrou o homossexualismo; muitas vezes bem explícito e outras de forma disfarsada. 

               Pintores como Renoir com "Les Baigneuses"; Luca Giordano, mestre do barroco de Nápoles com "Betsabé no Banho (Museu do Prado - Madri) mostra o carinho das mulheres com a Betsabé;  o Banho de Diana, de Boucher (Museu do Luvre - Paris); o pintor flamengo Rubens (1577 -  1640) em "A Ninfa de Calisto; O Banho Turco de Ingres; Courbet e suas amigas; Toulouse Lautrec que pintava suas amigas prostitutas além de inumeros outros artistas célebres. 

               Também na arte literária temos casos muito intensos. O poeta Lord Byron fazia apologia da bissexualidade e dizia que o que era aceitável para a aristocracia nem sempre valia para as classes mais baixas. 

               As culturas romanas exaltavam a beleza do corpo masculino com seus belos jovens lutando e exibindo seus corpos musculosos e bem torneados. Também a arte de Atenas que cultuava seus belos jovens seminus.

               Esse culto ao corpo pode ser antigo, mas continua existindo nas modernas academias de musculação e de lutas com "machos" musculosos e exibicionistas cultuando o próprio corpo como um objetivo de vida. 

               O homossexualismo sempre foi retratado e continua sendo, mas, nos dias atuais, poucos artistas se encorajam a mostrar esta realidade. 

Nicéas Romeo Zanchett 

 

               

 

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01/04/2017
A ARTE MILENAR DA ÍNDIA - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


MAITHUNA - O IOGA DO SEXO

Mistério, fascínio e misticismo.

              A história da Índia começa com Alexandre Magno no ano 326 a.C.; entretanto, antes dele existiu uma civilização trimilenar avançadíssima chamada de "Proto-História" que os especialistas vem pacientemente reconstruindo. 

              A Índia moderna que conhecemos se divide em duas fases: a de dominação inglesa e a Índia independente que se iniciou em 1948, quando Nerhu assumiu a presidência do país. 

              Em Ellora estão algumas das grutas mais bonitas do mundo, transformadas em colossais santuários. São 34 grutas, sendo 12 Budistas e 22 Bramânicas. Ali existe também um impressionante templo dedicado a Shiva. 

              A Índia é um verdadeiro "Museu de Arte Milenar".

              Em Khajuraho se encontram os famosos templos com estátuas representando o amor sexual. Porque foram construídas é um mistério que perdura ao longo dos séculos. Ainda hoje nossa cultura ocidental não consegue entender a sexualidade ali representada em esculturas tão exóticas que a princípio eram vistas como pornográficas. Felizmente, na medida em que os mistérios vão sendo desvendados, vamos compreendendo e podemos finalmente perceber que a pornografia estava apenas nos olhos de quem as via.

              Apesar da destruição promovida pelos invasores, ainda hoje existem 22 templos dedicados ao amor. O "ioga sexual ou Maithuna" é um tema frequente nas esculturas Hindús. As figuras Maithuna não podem ser vistas como orgias rituais; na verdade representam a eterna união do espírito com a natureza. A sexualidade é espiritualizada, onde o homem e a mulher se complementam mutuamente. O amor sexual é uma forma de adoração, onde os parceiros representam, um para o outro, a reencarnação da divindade. Meditar sobre o assunto nos leva a perceber que somos seres em correlação e não em separação. O amor físico implica na verdadeira descoberta do parceiro. 

O amor entre o homem e a mulher é o casamento entre o céu e a terra. A energia sexual do casal manifesta-se como energia espiritual com o poder divino de procriar. 

A semente unida à terra fecunda o campo, assim como o sêmem unido ao óvulo fecunda o ventre que produz o milagre de uma nova vida.

Nicéas Romeo Zanchett

VEJA TAMBÉM > http://desenhoseroticos-romeozanchett.blogspot.com.br

 

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01/04/2017
A ARTE E O PRAZER - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


               O primeiro objetivo da arte é o prazer. O prazer que o artista sente ao produzir sua obra e o prazer de quem a vê. 

               As artes são, por excelência,  ciência e luxo. 

               É difícil explicar o prazer que sentimos diante das criações de um grande artista. Podemos gozar da obra de arte sem possuí-la. Este sentimento não tem nada de comum com o gozo dos bens pessoais e nem com o amor próprio que todos temos.

               Quando a obra de arte se transforma em mito eterniza seu criador. 

               Ao vermos a arte de um grande artista sentimos o puro prazer estético sem nenhuma cobiça ou ideia de posse. Este é talvez o mais nobre dos sentimentos que podemos experimentar.

               O verdadeiro artista vê a vida e o mundo de uma maneira diferente. Sua forma de expressar os sentimentos, sonhos e entendimentos podem até colidir com o de outras pessoas que não conseguem entendê-lo. 

               Quando apreciamos uma obra de arte entregamo-nos e entramos no mundo do seu criador em perfeita comunhão com todos os que a admiram. É um momento de puro amor, sem nenhum sentimento de ciúmes ou egoísmos. A verdadeira obra de arte é um bem público que não pertense a ninguém e ao mesmo tempo pertense a todos que a vêem. 

              Nicéas Romeo Zanchett 

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Obras ilustrativas de Van Gogh,e Nicéas Romeo Zanchett,

 

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30/03/2017
CIRURGIA PLÁSTICA E ADEREÇOS - A BELEZA IDEALIZADA Comentários


                Os ideais de beleza tem variado em verdadeiros movimentos cíclicos. Períodos diferentes tem adotado conceitos de beleza de outros períodos com formas e ideias em cada tipo de cultura. Isso é facilmente reconhecível na beleza da mulher de Creta, que tem cintura bem fina e cabelo crespo; na dignidade austera e beleza artificial da egípsia antiga e na delizadeza e sutileza das orientais. 

                 A cultura greco-romana deu ênfase à beleza clássica, com proporções perfeitas e simplicidade natural. 

                 Na Idade Média, o doce e suave gênero da Madona tornou-se parte integral da expressionismo religioso. É nesse contexto que artistas, a serviço de religiões, criaram belíssimas obras tendo a beleza da mulher como musa inspiradora. 

                 A França contribui não só com o tipo elaborado e ao mesmo tempo superficial da cortesã do século XVII, mas fez com que a mulher francesa fosse sinônimo de beleza copiado em várias partes do mundo.

                A veradade é que desde a pré-história o homem aprendeu a modificar sua imagem a seu gosto. A documentação a esse respeito é vesta, tanto escrita quanto nas descobertas arqueológicas que datam de 7.000 anos a.C. Para adornar orelhas, lábios e narizes, os povos primitivos perfuravam e sacrificavam o próprio corpo. 

                Essa compulsão humana de tentar melhorar a natureza tem tido modulações com a história do homem, passando por pressões autoritárias, guerras, revoluções, pressões religiosas e fanáticas, além de graves períodos de austeridade. Desabrochou nas épocas das monarquias e impérios, em tempos de paz e prosperidade, nas sociedades safisticadas e onde existem as classes mais privilegiadas. Os fenômenos de estética, com suas várias correntes, são dramaticamente ilustradas pelos anos que antecedem e pelos que seguem a Revolução Francesa. 

                Durante o período de Luiz XVI, a extravagância era uma constante, e os cuidados com a beleza física eram considerados uma arte. O ódio à aristocracia, durante e depois da Revolução Frncesa, era tão grande que as perucas, os perfumes e tudo que fosse sensual eram enormemente desprezados. 

                O apogeu do culto à beleza se deu no final do século XX, quando foi ajudada pela democracia através da liberdade individual de expressão, influenciada economicamente pelos efeitos da propaganda, pelas facilidades de novos produtos, pelos símbolos do "status" e pela economia sadia. Em algumas sociedades, com forte conceito moral, foram feitas publicações contra o excesso de atenção dado á estética. Paralelamente, nas sociedades mais liberais e em algumas até mundanas, vários apelos tem sido feitos no sentido de que as pessoas precisam dar mais atenção a seu aspecto físico.

                O ser humano é constituído pela relação entre a sua personalidade (imagem interior) e a aparência física (imagem experior). A unidade dessas imagens ajuda o homem na busca da felicidade. Por isso mesmo a preocupação com a beleza nesceu com o próprio homem. Ele aperfeiçoou suas técnicas de acordo com idéias estéticas que variam com o tempo. 

                A cirurgia plástica que, como vimos, já era praticada a mais de 6.000 anos vem constantemente sendo aperfeiçoada. Ela tornou-se um dos setores cirúrgicos mais desenvolvido, pois, em suas modalidade - a reparadora e a embelezadora - consegue preservar, corrigir ou ajudar a natureza, tornando o ser humano mais belo e confiante em si próprio. 

                Devido ao grane progresso cintífico, a cirurgia plática tornou-se um indústria altamente lucrativa. Como consequência, surgiram milhares de méicos milagreiros, cujo objetivo é olucro fácil. Por outro lado, a indústria de cosméticos e acessórios facilitou o acesso de charlatões aos diversos produtos que deveriam ser utilizados apenas por especialistas. Diariamente, em todo o mundo, as paginas políciais estampam notícias sobre graves problemas e até mortes em virtude do mau uso de técnicas e produtos que hoje são facilmente encontrados. 

                A história da beleza e sua filosofia no mundo continua, e a operação plástica é apenas um pequeno fragmento do complexo mosaico das práticas da beleza que tem moldado nossos hábitos e costumes. Essa filosofia, por definição, tem como base a qualidade de dar prazer aos sentidos e à mente. Suas raízes, necessariamente, voltam aos princípios da civilização, emaranhados na grande dimensão da experiência humana que é associada com os prazeres sensoriais e intelectuais. O significado e a extenção dessa experiência desafiam uma análise específica,e, sem dúvida, marcam um profundo padrão instrutivo de necessidade e reações que se refletem na plástica facial e nas ilimitadas ramificações da estética em geral. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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26/03/2017
MAURICE UTRILLO - O BOÊMIO DE MONTMARTRE Comentários


             Maurice Utrillo nasceu em Paris no dia 25 de dezembro de 1883. Filho natural de Suzanne Valadon, que começara a vida como acrobata em feiras e parques de diversões; mulher linda, logo tornou-se modelo de artistas famosos como Renoir e Puvis de Chavanne, além de revelar-se uma excelente desenhista intuitiva. Conheceu e apaixonou-se pelo boêmio Maurice Bossy, que costumava pintar amadorísticamente, e com ele teve o filho que viria a ser um dos maiores pintores do século XX. No entanto, o pai se recusou a reconhecer o menino. Suzanne, indignada com sua atitude o deixou e em seguida conheceu o escritor espanhol Miguel Utrillo que estava em Montmartre atraído pela pintura. Apaixonado por Suzanne logo aceitou registrar Maurice como seu filho legítimo. 

             O bairro boêmio de Montmartre, reduto dos artistas de todas as correntes, era o mundo de Maurice Utrillo. Foi neste bairro que, no final do século XIX e princípio do século XX nasceram quase todos os movimentos que iriam revolucionar o mundo artístico. Maurice amava profundamente as pequenas ruas, ladeiras e "bistros" de Montmartre e, como ninguém, soube registrar nas telas toda a sua beleza, cor e luz. 

             O jovem Maurício nunca havia pensado em ser pintor. Mas, tendo se tornado alcoólatra, como era seu pai verdadeiro, foi internado aos 18 anos num sanatório de doentes mentais para curar-se do vício. Ali, um médico amigo de sua mãe lhe aconselhou pintar, apenas como terapia ocupacional.

             No começo não demonstrou muito interesse, mas pouco depois seus dons artísticos viriam à tona. Quando melhorou e teve alta, instalou-se em Montmartre, onde a mãe costumava visitá-lo. Nessa época Suzanne separou-se de Miguel Utrillo e foi viver com o pintor André Utter. Não demorou muito para que Utillo voltasse a beber. Para manter o vício voltou a pintar. 

             A arte fervilhava em Montmartre e os donos de "bistros" aceitavam quadros de jovens pintores em pagamento de refeições. Utrillo tinha muita habilidade para negociar suas próprias telas e, sabendo disso, vários outros artistas passaram a lhe confiar esta tarefa. Foi aí que tornou-se um "marchand" de outros grandes artistas. 

             A princípio as obras de Utrillo eram muito influenciadas pelo trabalho de Pissarro e Sisley. Mas, pouco a pouco foi criando sua própria personalidade artística e acabou sendo considerado o pintor da cidade de Paris, mais precisamente do bairro de Montmartre. Era minucioso e exato na sua maneira de pintar. Seus quadros tinham muita luminosidade e colorido que, de forma magistral, sabia transportar toda a beleza do bairro para a tela.  

            Certa ocasião, o crítico de arte Edmond Joloux, que o vio pintando em 1925, assim se expressou: "Sua tela era primeiro coberta por um desenho geométrico traçado com as maiores minúcias. Depois de terminar o desenho, ele começava a colocar, com grande precisão, a seleção das cores que iriam constituir o quadro... e nunca mudava os tons, porque a composição já estava inteiramente pronta dentro de sua própria cabeça". 

           Muitas vezes seus quadros eram baseados em fotografias. Certa feita, Emile Bernard lhe deu uma vista de Toulouse e Utrillo a transformou num de seus mais célebres quadros. 

            Nas obras de Utrillo aparecem muitas igrejas de Paris, entre elas a do Sacré Coeur, em Montmartre; a de Notre-Dame; de Saint-Medard; a de Saint-Gervais, etc. Isto mostra seu lado profundamente religioso. Tinha verdadeira adoração por Santa Joana d'Arc e sempre carregava consigo uma estatueta dela, fundida em prata. 

            Por volta de 1919, aos 36 anos, Utrilo já era um pintor famoso. Costumava passar longos períodos num castelo em Saint-Bernnard, perto dos Alpes, adquirido depois de uma crise em que tentou suicidar-se, ferindo-se gravemente. Nessa ocasião seus quadros alcançavam preços bastante altos. Depois de algumas temporadas no campo, viagens à Córsega e ao sul da França, instalou-se numa casa confortável em Montmartre, decidido a levar uma vida mais calma. Em 1935, aos 52 anos, apaixonado por Lucie Valore, casou-se mudando com ela para Le Vérsinet, uma cidade prinvinciana com características muito diversas  da sua tão amada Montmarte. 

            Três anos apos seu casamento morre sua mãe, Suzanne Valadon, de quem ele sempre fora muito dependente. Seu sofrimento foi amenizado pela sua, igualmente dedicada, esposa Lucie que sempre estava ao seu lado. 

           Embora sentisse muito a morte da mãe, continuou seu trabalho incessantemente até a morte aos 72 anos, no dia 5 de novembro de 1955. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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19/03/2017
MENTE CRIATIVA - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


             A vida é energia criadora. Criar, nada mais é do que imaginar e por em prática. A imaginação com prática é a força motriz que molda o mundo em que vivemos. 

            Pascal disse: "A imaginação dispõe de tudo: cria a beleza e a felicidade que são tudo neste mundo".

            Precisamos compreender somos uma forma de vida e, como tal, somos energia criadora. A mente Cósmica dotou o homem com poderes naturais de criação física e espiritual, como também com o poder diferenciador da razão. 

            Somos todos criativos, mas o que diferencia o criador do mero espectador é o querer. Só mostra criatividade que cria. 

             Não se deve confundir criatividade com talento. Todos nascem criativos, mas em cada um existe uma semente diferente que é o talento. Não existe dois talentos exatamente iguais, tal como não existe feições faciais, impressões digitais e personalidades iguais. 

             A mente é um dos poderes invisíveis e é tão complexo que nossa inteligência ainda não é instrumento capaz de compreender sua forma estrutural e operacional. Os pensamentos criam tudo, desde os atos mais simples, como, por exemplo, um gesto ou um sorriso, até os projetos complexos e mais sofisticados que exitem. 

             Ninguém pode ver o ar, mas todos sabem que ele existe e conhecem seu poder, Também a mente Universal é invisível e tem poderes ilimitados e desconhecidos, mas ela só é capaz de produzir ação se o mentor acreditar no que quer conseguir. É aquilo que comumente chamamos de fé. A fé a confiança em alguém ou alguma coisa. Sem este poder os seres humanos já teriam sido extintos hà muito tempo. A fé - acreditar no que deseja - é o que leva as pessoas ao êxito. 

             "O feitiço e encantamento é o poder que dá ao indivíduo a possibilidade de transformar seu mundo num novo mundo de ordem e prazer. Torna-a a mais valiosa de todas as faculdades humana." Disse Frank Barron.

             A imaginação é o pensamento criador e, como tal, impressindível para se alcançar sucesso. O talento e a oportunidade são importantes, mas a concentração e perseverança são indispensáveis para se alcançar o sucesso. O talento e a oportunidade são importantes, mas sem concentração e perseverança nada acontece. 

             Nossas vidas são permanentemente afetadas pelo que pensamos. o pensamento existe e é uma forma real, mas invisível. Portanto, tome muito cuidado com o que pensa. 

              É difícil defenir o que é "pensar". Pensar no futuro é antecipar; pensar no passado é recordar; pensar no presente é viver e resolver os problemas cotidianos. 

              A maioria das pessoas acha que o cérebro é o intrumento que cria os pensamentos; na verdade não é. Os pensamentos vem da imaginação e ninguém sabe de onde e nem porque. Existem teorias e pesquisas que indicam que ele vem de alguma forma misteriosa do universo cósmico. O cérebro é o instrumento que recebe esta imaginação e dá ordens ao corpo para agir. Quando o cérebro é bom e saudável ele tem maior capacidade de receber essas energias invisíveis. Gênios como Einstein tem um cérebro poderoso e capaz de receber energias - imaginação - para criar grandes coisas. Pensar com clareza e eficiência é o maior dom de todo o ser humano. É pelo pensamento - imaginação - que o homem se tornou superior aos outros animais. 

              Pensar é uma arte que, tal como a música, a pintura e a literatura, deve ser constantemente praticada. Muitas vezes nosso pensamento é nebuloso e falho, mas pior do que isso é não pensar. 

             Geralmente o motivo porque não conseguimos pensar com clareza é pelo fato de que ainda não possuímos claro conhecimento do assunto. O ponto de partida de um pensamento é o conhecimento específico daquele assunto. 

             Falando de si mesmo, George Bernard Shaw disse: "Há pouca gente que pensa mais do que duas ou três vezes por ano. Conquistei uma reputação internacional porque penso uma ou duas vezes por semana". 

              O homem do mundo moderno geralmente trabalha de forma repetitiva e sem necessidade de pensar. Normalmente isto representa um terso de sua vida que acaba influenciando o restante, criando o hábito de viver automaticamente. A imaginação e criatividade ficam prejudicadas. 

              "Pensar é o trabalho mais difícil que existe e provavelmente é por isso que tão poucos se empenham nele", disse Henry Ford. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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FILOSOFIA > Clique > http://artesplasticasliteraturaefilosofia.blogspot.com.br

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As obras abaixo são do Romeo Zanchett 

 

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Nicéas Romeo Zanchett Artmajeur Rio de Janeiro - Brasil Copacabana Mente Criativa

 

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19/03/2017
O PODER DA ARTE - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


               Desde tempos muito remotos que a arte vem sendo utilizada para persuasão. Tanto na publicidade comercial como na política ela é um instrumento de enorme poder. Este instrumento tem sido responsável pela história do mundo ao longo dos séculos. A arte, com suas técnicas visuais, tem garantido o poder a muito ditadores. Os políticos utilizam-na para se perpetuarem no poder, portanto, é através dela que os rumos da humanidade foram traçados. 

               A arte bem planejada penetra na mente humana num forma de persuasão subliminar. Guerras e massacres tem acontecido graças ao mau uso dela. 

               A arte de transmitir confiança; a arte de mostrar um futuro promissor; a arte como adorno pessoal; a arte da aparência idealizada, digna de um grande rei, que pode anganar a todos; a arte de mostrar as imagens que queremos ver; a arte usada para contar uma mentira política; a arte nos palácios, com símbolo máximo de poder; a arte de transformar e realçar os feitos medíocres de certos políticos; a arte de criar uma imagem carismática de um rosto odioso; a arte de transformar um ditador sanguinário numa pomba da paz. Portanto, a mesma arte que cria a pomba branca da paz cria também o símbolo da guerra. 

              DARIO -  O Grande rei da Pérsia (assumiu o poder na Pércia 521 a.C e morreu no Egito em 468 a.C.) já usava a arte para persuadir. Foi ele o verdadeiro inventor do logotipo que usamos até hoje. Seu objetivo foi criar um símbolo que o representasse em todos os lugares para sempre ser lembrado por seus súditos. 

              ALEXANDRE - O Grande - Rei da Macedônia ( nasceu na Macedonia 356 a.C, morreu na Babilônia em 323 a.C). Ele aperfeiçoou o logotipo de Dario, colocou a imagem do seu rosto nas mãos de todos através da moeda que mandou cunhar em sua homenagem. 

              AUGUSTO - (Caio Júlio César Otaviano) mandou esculpir sua estátua mostando um imperador humilde, com os pés descalços e as mãos vazias. A imagem de um homem comum que só queria o bem e a paz para seu povo. A arte o ajudou apaziguar o império e salvar Roma. Mais tarde fundou um sistema de ditadura que duraria cerca de 400 anos.

              Em nossos dias a arte ganhou asas na mídia e na internet. 

              Nas eleições amerricanas, tal como nas nossas no Brasil, a arte é o instrumento para persuadir e induzir a êrro os eleitores. A verdadeira imagem só se revela quando já é tarde demais. Foi isto que aconteceu recentemente, no Brasil, com o metalúrgico analfabeto Lula da Silva que enganou o povo e conseguiu chegar ao poder para então saquear a nação. (isto é o que está sendo revelado pela operação policial conhecida como Lava Jato. 

             Como vemos, a arte tem sido usada para convencer o povo de que as desigualdades são naturais; que a guerra é a solução e que a paz nem sempre é possível. Os seres humanos, ontem como hoje, são vulneráveis à persuasão da arte. 

             A nós artistas resta a responsabilidade e a consciência de direcionar nossa arte para o bem da humanidade. 

Nicéas Romeo Zanchett 

O MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO >>Clique http://nzanchett.blogspot.com.br

 

OBRAS DE ROMEO ZANCHETT 

 

mulheres-maravilhosas.jpg O PODER DA ARTE - Por Nicéas Romeo Zanchett

 

869-2-bm-1.jpg O PODER DA ARTE - Por Nicéas Romeo Zanchett

 

niceas-romeo-zanchett-1980.jpg O PODER DA ARTE - Por Nicéas Romeo Zanchett

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18/03/2017
Poema - AMOR DA JUVENTUDE - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


AMOR DA JUVENTUDE 

Na flor da idade sonhei contigo, 

Sob a luz do lampião eu a via costurando, 

Modulava um sorriso sob seu abrigo, 

Fazia-me feliz com seu perfume agreste

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Um suave som de seus lábios se rompia, 

E seu canto iluminava meu caminho,

Sob a pálida luz seu corpo eu via 

Brilhar soberbo e beijar a sombra que o escondia. 

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Não descobri o prazer de suas carícias, 

Tão somente o delicado sabor de vê-la rindo. 

Minhas noites eram de fadas e feitiços, 

Mas o amor me embriagava com um sonho lindo.

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Junto às plantas do laranjal florido, 

O bosque acordava ao sabor da aurora, 

A coruja dava seu último gemido, 

E o pombo selvagem voava novamente. 

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Pungente, agora rola a saudade, 

Poeta e amante sonhei meu mundo, 

Afogado no amor e perdido na amizade, 

Num momento real e repleto de gozos.

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A noite cai como um véu escuro, 

Cingindo-me os olhos com dilema de esperança. 

É brilhante o esplendor da estrela que me guia, 

Quando o peito arde de paixão e de lembrança.

 Nicéas Romeo Zanchett 

EXPREÇÕES POÉTICAS UNIVERSAIS > http://expressoespoeticasuniversais.blogspot.com.br

 

ESCULTURA DE NIcéas Romeo Zanchett 

 

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Nicéas Romeo Zanchett Rio de Janeiro - Brasil Amor de Juventude Artmajeur

 

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18/03/2017
MARC CHAGALL - O PINCEL DA LIBERDADE por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


                O pintor Marc Chagall nasceu em 07 de junho de 1887 em Vitebsk - Bielorrússia, e faleceu em Saint-Paul de Vence - França em 28 de março de 1985. 

                Iniciou sua formação artística ao entrar para o ateliê de um famoso retratista de sua terra natal. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petesbusgo rumando em seguida para Paris. 

                Na cidade Luz conheceu diversos artistas como Amadeo Modigliani e La Fresnay, entrando em contato com as vibrantes cores da vaguarda modernista. Trabalhou intensamente para integrar suas fantasias coloridas na linguagem moderna do Fauvismo e do Cubismo. Contudo, foi a obra modernista de Guilherme Apolinaire, de quem se tornou grande amigo, que mais marcou sua tragetória artística. 

                Em 1914, quando explodiu a guerra, Marc Chagall volta ao seu país de origem, onde foi mobilizado para as trincheiras. No ano seguinte casa-se com Bella, uma linda jovem que conheceu em sua aldeia, permanecendo então em Petesburgo.

                Em 1917 foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk, onde fundou uma escola aberta a todas as tendências artísticas, demitindo-se após entrar em conflito com o pintos Malevitch. 

                Em 1922 retorna a Paris, onde, por encomenda do editor Ambroise Vollard, executa 96 gravuras de ilustração bíblica para a edição de "Almas Mortas" de Nikolai Godol, que só foram publicadas em 1949.

                Chagall encontra na bíblia a mais abundante fonte poética de todos os tempos. Um verdadeiro eco da natureza Através das imagens dos profetas e patriarcas de Israel compõe "um canto de liberdade" transpondo elementos do universo mítico judáico para o modernismo da arte. Chagal, nascido de uma família profundamente religiosa, desde cedo participou deste sentimento místico e pietista que almeja a comunhão constante entre o homem e Deus. Daí o fato de sua ilustração Bíblica não ter caráter didático. Chagall não praticava um judaísmo teórico e por isso o seu trabalho mostra uma Bíblia eminentemente humana, capaz de comover a possibilitar uma comunhão estreita entre o mundo real e o imaterial. Com este trabalho Marc Chagall realiza um feito único, atualizando a tradição como se os fatos da "Sagrada Escritura" estivessem acontecendo naquele momento. Seu pensamento modernista conseguiu transpor para sua obra um novo visual para o Velho Testamento, com vultos plasmados pela produndeza de sentimento e qualidade humana. Para enrriquecer sua obra com maior veracidade, em 1931 o artista vai à Terra Santa em busca de contato com o solo onde se iniciou uma das mais fecundas aventuras religiosas da humanidade. Jerusalém lhe fornece a atmosfera e a intensidade emotiva para suas ilustrações. Em 1939 morre Vollard que encomendara a obra. Chagall já havia terminado 66 placas e tinha outras 39 esboçadas. Foram 105 em metal que levaram anos para serem executadas. Estourou a Segunda Guerra Mundial e o trabalho fica interrompido, sendo reiniciado somente em 1952 e concluído em 1956.  

                 Chagall sempre foi um homem persistente, cultivando amor e esperança, e sempre defendendo o direito primordial de toda a humanidade à plena expressão da espiritualidade. 

                 As águas-fortes com que Chagall ilustrou a Bíblia, talvez sejam sua mais rica contribuição à arte gráfica que a torna sua obra prima. Num mundo tão conturbado pelas guerras, a arte de Chagall representa o grande anúncio da paz. 

                 Em 1947 regressa definitivamente para a França, onde cria vitrais para a sinagoga da Universidade Hebraica de jerusalém. Em 1958 os vitrais para a catedral de Metz. 

                 Em 1952 foram publicadas as 100 gravuras ilustrando as Fábulas de La Fontaine por ele produzidas em 1927. 

                 Na França e nos Estados Unidos, além de pinturas e vitrais, produziu mosaicos, cerâmicas e projetos de tapeçaria.

                Em sua homenagem, em 1973, na cidade de Nice - sul da França - foi inaugurado o Museu da Mensagem Bíblica de Marc Chagall. Em 1977 o governo francês condecorou-o com a "Grã-cruz da Legião de Honra.

                Em 28 de março de 1985, na cidade de Saint-Paul de Vence, sul da França, morre Marc Chagal, reconhecido como um dos maiores pintores do século 20. 

                Como podem ver, toda a obra de Marc Chagal foi marcado pela religiosidade, misticismo e fé em sua crença. 

Nicéas Romeo Zanchett

CONTOS E FÁBULAS DO ROMEO > http://contosefabulasdoromeo.blogspot.com.br

 

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17/03/2017
A CRIATIVIDADE DEPENDE DA LIBERDADE Comentários 1


               A liberdade é a maior fonte de criatividade. A criação de algo novo, seja uma melodia, uma pintura, uma escultura ou a construção de uma frase que ninguém tenha feito antes, exige esforço criativo. Os momentos de criatividade, em que nascem novas ideias, são imprevisíveis. 

               Toda a criatividade precisa, acima de tudo, de muita motivação e vontade de alcançar uma meta. É algo que vem de dentro e frequentemente é tão frágil que pode ser facilmente anulada pelo ambiente. As forças que a inspiram ou tentam estimulá-la moldam sua qualidade. A motivação intrínseca conduz à criatividade, enquanto a extínseca pode ser prejudicial. Isto quer dizer que quando somos inspirados pelos nossos próprios interesses temos prazer e maior probabilidade de explorar novos caminhos. Nessa condição somos impelidos a correr novos riscos e assim podermos produzir algo singular e proveitoso. Já quando as metas nos são impostas por outros ou autras razões, a criatividade fica muito prejudicada. É o caso de quando somos obrigados a produzir pela simples ânsia de ganhar dinheiro ou pelo temor do desemprego.  Artistas talentosos como Van Gogh, Picasso, Gauguin e tantos outros criavam pelo simples prazer, sem se preocupar com as questões financeiras, muito embora alguns tenham sofrido por isso. Muitos criadores nos legaram grandes feitos, mas viveram e morreramna pobreza. 

               Os julgamentos constantes podem inibir a criatividade. Já foi comprovado que as pessoas obtém melhores resultados quando sua produção não está frequentemente sendo julgada. Escrever poemas, pintar, desenhar, pesquisar cientificamente são tarefas que exigem liberdade e concentração. No caso das criações artísticas é muito comum as interferências externas que visam tão somente os resultados financeiros. O pintor que é conduzido pelo marchand, mesmo com promessa de recompensas, não conseguirá produzir obras de boa qualidade. Isso fica muito evidente nos nossos dias em que a arte está sendo moldada pelo dinheiro. 

              Os gigantes da criatividade sempre trabalharam intensivamente, mas a liberdade de criação foi a marca determinante da qualidade de suas obras. Albert Einstein escreveu 248 trabalhos científicos; Picasso produziu uma média de 200 trabalhos por ano; Thomas Alva Edison registrou 1.093 patentes; Wolfgang Amadeus Mozart viveu apenas 35 anos, mas compôs mais de 600 peças. 

              Uma das características dos grandes gênios da humanidade é que começam trabalhar ainda jovens e produzem sem descanso até o fim da vida. Johann Sebastian Bach produziu mais de mil peças e ditou sua última obra no seu leitode morte, aos 65 anos; Sigmund Freud escreveu seu primeiro trabalho quando tinha apenas 21 anos. 

               Existe algo estranho que impulsiona os criadores a se aventurarem, em ritmo frenético, no mundo da beleza ou da verdade até idade avançada, mas o auge da idade produtiva é por volta da meia idade, ou seja, em torno dos 40 anos. Ludwig Vam Beethoven compôs sua Quinta Sinfonia aos 37 anos, mesma idade em que Miguel Ângelo pintou a Capela Sistina. Na verdade eles não estavam na meia idade porque desde então a longevidade mudou muito. Mesmo com o avanço da idade, os atributos criativos nunca se esgotam, ao contrário, com o passar dos anos a experiência se soma à criatividade nata. 

               As pessoas criativas são inteligentes, mas o que se observa é que um alto grau de inteligência, por si só, não é garantia de sucesso. Sempre vemos pessoas inteligentes que vivem de forma comum e rotineira sem nunca chegar ao êxito. São indivíduos que aprendem uma profissão e a elas dedicam toda uma vida sem nada de novo criar. É como se já se sentissem realizados com o diploma conseguido e então para de estudar e passam a viver de  forma repetitiva. Por outro lado, uma capacidade cerebral demasiadamente elevada pode até ser prejudicial. Também uma educação muito elevada pode ser um impecílho para a criatividade. É que os gênios criadores confiam mais na sua própria inteligência e costumam frequentar a escola até obterem o conhecimento básico e a capacidade técnica de que nessecitam e então abandonam os estudos tradicionais e seguem por conta própria. É o que chamamos de auto-ditata. 

              O conhecimento e a educação, por si mesmos, não tem nada de mal, mas os estudos tradicionais podem inibir a criatividade pela assimilação de métodos rotineiros de fazer as coisas. O conhecimento do "passo-a-passo" acaba impedindo as soluções insólitas, mas criativas. Se na escola a pessoa aprende os princípios básicos em vez de simples regras, o conhecimento pode ser verdadeiramente proveitoso. Entretanto, se a pessoa aprende uma fórmula para fazer as coisas acaba entrando numa rotina que facilita as realizações e então não sente necessidade de criar suas próprias maneiras de fazer. 

              Por tudo isso, a criatividade e a genialidade são parceiras inseparáveis da liberdade. 

Nicéas Romeo Zanchett 

Veja também - CONTOS E FÁBULAS DO ROMEO > http://contosefabulasdoromeo.blogspot.com.br

As obras abaixo são de Nicéas Romeo Zanchett 

 

021cinza.jpg A CRIATIVIDADE DEPENDE DA LIBERDADE

 

veleiros-de-pescadores-romeo-zanchett.jpg A CRIATIVIDADE DEPENDE DA LIBERDADE

Nicéas Romeo Zanchett Montmartre Galery A criatividade depende da liberdade Armajeur liberdade criatividade

 

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17/03/2017
A ARTE E A NATUREZA - por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


                 A arte sempre tem o objetio de nos proporcionar prazer. É pela arte da imitação que produzimos as belezas da natureza. 

                 A escola realista ou naturalista pretende fazer da imitação o fim e a perfeição da arte. Estabelece como princípio que, sendo verdadeiro somente o real, também só este é belo. É, pois, a negação do ideal. 

                 Aristóteles dizia que qualquer imitação agrada, mesmo quando a visão do objeto real nos deixa indiferentes; e essa imitação é tanto mais interessante quanto melhor se execute e quanto maiores as dificuldades ofereça. Todavia, qualquer que seja a importância da natureza, é impossível nela ver, com a escola realista, o fim e a perfeição da arte. 

                 Em sentido geral, e em oposição à natureza, a arte significa qualquer obra executada pela mão do homem. Já, a natureza tem vida própria, independente da vontade do homem. como afirma leibniz sobre a arte divina, cada micro parte da natureza é vida. 

                A imitação, longe de ser o fim da arte, nem sempre é, por outro lado, a sua condição. É elemento quase que completamente ausente na arquitetura e na poesia lírica; Jamais músico algum tentou exprimir a dor pela exata reprodução de gritos e soluços. Mesmo o mais sábio dos poetas, não fala espontaneamente por meio de versos, como na poesia dramática, nem por meio de canto, como na ópera. Estaríamos riscando das belas artes o desenho e a estatuária, porque a natureza é sempre colorida e a ilusão é impossível sem cores. Na luta com a realidade, a arte é de antemão vencida e fatalmente condenada a ficar infinitamente abaixo do modelo. Não há como expressar a natureza artisticamente com perfeição; a essa impossibilidade objetiva, temos de acrescentar outra, a subjetiva; porque temos de levar em conta que não há duas pessoas que vejam tanto a natureza como a obra de arte de modo idêntico; o artista jamais vê a realidade tal como é, mas sim como é ele mesmo; mesmo inconcientemente põe na sua obra alguma coisa de si próprio que pode até passar despercebido por outros que a vêem. 

                 Em presença da realidade, muitas obras primas trágicas são, do ponto de vista visual, insuportáveis; a emoção estética desaparece para dar lugar ao espanto, à indignação e ao horror. 

                O belo fala à nossa alma e desperta instintivamente o artista a imitá-lo e a reproduzí-lo. Como afirma Plotino, admirar é imitar. A admiração estimula a atividade humana e provoca a exaltação fecunda de todas as nossas faculdades; a isso chamamos de inspiração. A partir daí não nos contentamos mais com o simples fato de compreender a arte, queremos vê-la falar e exprimir o que sentimos. 

                Em certo sentido, mais restrito ainda, a arte se opõe ao ofício; este tem por fim a produção de coisas úteis e ela a produção de coisas belas. Daí porque chamamos a primeira de arte mecânica ou industrial e a segunda de belas artes. É a arte compreendida como expressão refletida da beleza, sob uma forma sensível, que se trata em estética.

               O artista deverá, pois, reproduzir seu modelo, não servilmente e tal como o encontra na natureza, mas tal como compreende, tal como o sente, tal qual o quer; em outras palavras, deverá pintar não somente a natureza, mas de acordo com ela e segundo seus sentimentos.

               A realidade jamais satisfaz plenamente a nossa estética. A beleza das coisas nos aparecem sempre mais ou menos incompleta; muitas vezes está velada pelas razões de utilidade, que tornam a impressão vaga e indecisa. O artista tem o dever de interpretar essa linguagem, traduzí-la em sinais claros e inteligíveis, que façam sobressair seu sentido e lhe aumentem o valor estético. Em outros têrmos, deve idealizar seu modelo de acordo com seus sentimentos.

               A natureza, seja ela uma paisagem, um corpo ou um objeto, é sempre mais ou menos luxuriante e espessa. Portanto, o primeiro cuidado do artista será cortar os pormenores insignificantes, que o mascaram ou complicam inutilmente. Apos este trabalho preliminar de simplificação, ele deve intensificar os traços característicos, a fim de fazê-los mais perceptíveis e mais sensíveis; é dessa forma que imprimirá à sua obra o cunho de sua personalidade, fará dela verdadeiramente a expressão de uma alma, quando embora não pareça senão uma cópia do real. É isso que se entende por expressão individual.

               Por tudo isso, se tivermos como objetivo  a imitação perfeita, a máquina fotográfica, ou melhor ainda, um espelho substituem vantajosamente a arte e os artistas.

Nicéas Romeo Zanchett

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natureza-morta.jpg A ARTE E A NATUREZA - por Nicéas Romeo Zanchett

 

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16/03/2017
O QUE É UM VERDADEIRO EXPERT Comentários


                Hoje se usa com muita prodigalidade o vocabulo expert. Não há um "marchand-de-tableaux" ou um crítico de arte recem improvisado que não o seja. Mas que é afinal um expert? 

                 Meu saudoso amigo Jorge Beltrão, que foi um dos maiores marchands do Brasil, com quem aprendi muita coisa sobre a verdadeira arte. uma vez me disse: "Um homem que em toda a sua vida viu apenas um Di Cavalcanti não pode saber se é bom ou mau. Se viu dois, um terá sido melhor que o outro; quando tiver vistoe estudado uma centena de obras do mesmo artista, sua opinião terá alguma probabilidade de ser realmente válida; e quando tiver visto mil, estará em vias de se tornar um expert sobre aquele específico artista. Jorge teve galeria de arte (Montamrtre Jorge Gallery) na rua São Clemente, em Botafogo - Rio de Janeiro. Trabalhei com ele, como diretor, de 1973 a 1979.

                 Um expert é, portanto, alquém que pelo estudo profundo, paciente e tendo adquirido conhecimento particular acerca de um determinado artista ou escola, pode com autoridade emitir opiniões e juízos sobre a autenticidade de uma determinada obra pertencente àquele artista, àquele período ou àquela escola. A ação do experte restringe-se-á forçosamente ao campo do conhecimento de sua especialidade. Uma opinião de Bernard Berenson sobre uma pintura italiana do Renascimento terá, logicamente, muito maior força do que outra opinião do mesmo expert a cerca de, por exemplo, um quadro holandês da mesma época . 

                 Evidentemente, mesmo o melhor expert pode equivocar-se (e frequantemente o fazem) ou discordarem entre si. No primeiro caso é prova o logro de que foi vítima o célebre expert holandês Abraham Bredius, atestando a autenticidade de um Vermeer de Delf pintado por Vam Meegerem, autor da obra tão perfeita que o próprio falsário tede de provar em juízo que sua pintura era falsa; no segundo caso, as opiniões controvertidas de toda uma legião de famosos críticos e historiadores de arte acerca do quadro "SagradaFamília", pertencente à Coleção Kress da National Gallery de Washington.  

 Veja as divergências de opiniões dos experts: 

Berenson - "autoria entre Catena e o jovem Ticiano" ( e mais tarde, em sua obra "Italian Pictures of the Renaissance", algo inopinadamente: "Giorgione"; 

L.Venturi - "Catena";

T. Borenius - "Mestre da Natividade Allendale";

R. Longhi - "Gorgione";

G. M. Richter - "Giorgione, mas a paisagem por Sebastiano Del Piombo"; 

H. Tietza - "Aluno desconhecido de Giovanni Bellini"; 

A. Venturi -"Intérprete de Giorgione, mas não o próprio Giorgione".

Todos os expertes, acima mensionados, são unânimes em considerar a obra em apreço como pintura de alta qualidade, em termos já não mais de crítica de arte, mas de mercado de arte; existe uma enorme diferença entre o preço de um Giorgione e o de um Catena. 

                  Estima-se que atualmente metade das obras de arte negociadas no mundo são falsas. Numerosos "Van Gogh", 70% dos "Chagal" e 90% dos Dali. Também Picasso, Rembrandt, Renoir, Klint, Macke são os preferidos dos falsários internacionais; Edgar Mrugalla calcula que já copiou cerca de 3.500 quadros de artistas famosos ao longo de sua vida. Esta enorme produção de obras falsas cria grandes dificuldades para os experts.

                  No caso brasileiro o problema das expertises não é tão complexo, nem tão controvertido, pois são artistas recentes e muitos ainda estão vivos. Mesmo para os mortos há ainda, entre os marchands, críticos e amadores de arte, uma lembrança muito nítida das obras mais importantes como, por exemplo, dos criadores do modernismo brasileiro. Apesar disso nota-se, cada vez mais pronunciado, o aparecimento de obras de importantes artistas no mercado de falsos e possíveis falsos. 

                 Os princípios que regem a expertise são os seguintes: 

                 1 - O expert não deve manifestar-se sobre a qualidade da obra  e sim limitar-se ao problema de sua autenticidade; 

                 2 - Quem vende uma obra de arte não pode ser ao mesmo tempo autor de sua expertise; 

                 3 - O expert pode ser responsabilizado juridicamente, sempre que ficar patenteada a má fé de qualquer expertise, mas não será culpado quando, de plena consciência, tiver expedido uma opinião depois contestada;

                 4 - O valor de uma expertise acha-se na razão direta do conceito de que goza quem a assina; 

                 5 - Nenhum expert, digno de nome, jamais fará considerações de ordem financeira ou se referirá aos preços do mercado de arte. 

Nicéas Romeo Zanchett 

VEJA TAMBÉM - http://artesplasticasliteraturaefilosofia.blogspot.com.br

 

 

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Nicéas Romeo Zanchett Artmajeur Rio de Janeiro Copacabana o que é um verdadeiro expert

 

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15/03/2017
VAN GOGH - O GÊNIO HOLANDÊS - Por Nicéas Romeo Zanchett Comentários


                Vincente Van Gogh foi um dos mais geniais e angustiados artistas da história da humanidade.  Em vida não conseguia vender suas obras e com sua morte se transforma na mais poderosa lenda de sofrimento e transencência da arte moderna. 

                Foi no dia 23 de dezembro de 1888 (véspera de natal) que o pintor expressionista holandês Vincente Van Gogh (1853 - 1890) sofreu sua primeira grave crise psiquiátrica que o levou a cortar o lóbulo da orelha esquerda e, em seguida, ser hospitalizado numa clínica na cidade francesa de Arles. O surto eclodiu pouco depois de uma briga entre ele e o seu amigo Paul Gauguin, artista francês. 

                Do trágico episódio e internação sabe-se que Gauguin deixou o amigo, com quem morava, ao temer o seu temperamento agressivo e estava se dirigindo a um hotel quando Van Gogh o abordou e ameaçou com uma navalha em punho. 

                Em seu depoimento Gauguin disse: "o meu olhar naquele momento deve ter sido poderoso porque ele baixou a cabeça e seguiu em direção à sua casa".

                No livro de registro da polícia de Arles consta que, naquela madrugada, Van Gogh foi a um bordel, chamou a cortesã Raquel, entregou-lhe a parte amputada de sua orelha e lhe disse: "Guarde isso com muito cuidado", partindo em seguida. Mais tarde a polícia o socorreu em sua residência. 

                A partir desse fatídico Natal, Van Gogh teria muitas crises, mas produziria centenas de telas e desenhos. Muitas dessas telas aparecem esboçadas em cartas ao irmão Theo. Foi nesse período que o pintor criou as primeiras versões de "Girassóis, "O Semeador" e O quarto de Arles" . Em suas cartas contava ao irmão, com desenhos e comentários, sobre suas inspirações artísticas e literárias. Poucas pessoas sabem, mas ele escrevia muito bem. Aproveitava e expressava opiniões críticas em relação ao trabalho de outros pintores. Criticava também os pintores renascentistas com comentários como: "O que Rubens sabia fazer é retratar, à perfeição, uma rainha ou um estadista". Van Gogh não apreciava o realismo excessivo de alguns trabalhos do famoso pintor Peter Paul Rubens. 

                A última carta escrita por ele ao irmão Theo data de 27 de julho de 1890 e foi encontrada no bolso de sua calça quando de seu suicídio com um tiro no peito. Nela Van Gogh refletia sobre seu trabalho com cores, falava dos campos de trigo e dos belos dias de sol que vinham fazendo em Arles. Três meses depois, vítima da sífilis, seu irmão Theo morreria também. 

                Van Gogh sempre registrava suas percepções produzindo algum desenho. Interessava-se por praticamente tudo à sua volta. Suas grandes obras refletem seu estado de espírito que recebia influência do local onde estava vivendo. Quanto mais tempo passava na Provença, mais perto ele achava que havia penetrado na sua "essência"; suas cores vivas e ternas e, às vezes, formas violentamente modeladas, sua antiguidade arcáica e, acima de tudo, sua luz. Em Arles, o choque inicial da paisagem, dominada pelas cores amarelo-limão e amarelo-cromo, comandava sua palheta. Mas, uma vez dentro do manicômio de Saint-Remy, adquiriu um modo diferente e reflexivo de ver a paisagem à sua volta. Pode-se, talvez, ligar essa ânsia de estabilização ao receio que tinha de sua própria doença. Naquela época não havia recursos para diagnósticos precisos, mas, ao que tudo indica, ele sofria de epipepsia complicada pela sífilis. Falando sobre o sentimento em relação à sua arte, assim se expressou:  "Com o que mais sonho nos meus melhores momentos não são os efeitos marcantes das cores como, mais uma vez, os meio-tons". 

                A cor mais tranquila e a crescente propensão para estruturar o seu trabalho como um processo de pesquisa sequaencial dentro de um dado motivo, parece que tinham para ele um fim esconjuratório, que mantinham distantes os demônios do inconsciente. 

                 Uma mania que acompanhou Van Gogh por toda a sua vida era estar sempre escrevendo suas cartas, onde registrava seu pensamento com ilustrações. Interessante é observar que suas cartas no hospício eram despidas do menor traço de autopiedade. Ele qualificou e catalogou suas obras e, assim facilitou o trabalho dos historiadores. Em outubro de 1889 ele resumiu a relação entre suas pinturas e sua enfermidade numa única metáfora penetrante: "Estou me sentindo bem agora... No sentido estrito, não estou louco, pois minha mente se mostra normal nos intervalos, e mais ainda do que antes. Mas durante os ataques, tudo é terrível e então perco a consciência de tudo. Mas isso me incentiva ao trabalho e à seriedade, como um mineiro que, sempre em perigo, se apressa no que faz". Observem a profundidade desta frase. Ele tinha pressa de produzir o máximo enquanto podia.

                Quando não estava em surto epiléptico, Van Gogh trabalhava com muita responsabilidade e seriedade. Não era apenas um louco jorrando jatos orgásticos de amarelo e azul sobre uma tela. Era o verdadeiro Van Gogh de Saint Remy e Auvers. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CLIQUE > http://vangoghdesenhosecartas.blogspot.com.br

 

van-gogh-o-genio-holandes.jpg VAN GOGH - O GÊNIO HOLANDÊS - Por Nicéas Romeo Zanchett

 

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